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A forma de ensinar, em Portugal, está invariavelmente restringida pelos programas das disciplinas e pelo assombro dos “exames nacionais”. Deste modo, alunos interessados não têm, junto dos seus professores/tutores, esclarecimento de dúvidas além-programa; os menos interessados não tem a oportunidade de conhecer algo que seria motivador e poderia definir a sua carreira futura.
A investigação em Portugal tem uma reputação bastante baixa, no seio dos Portugueses. Não sabem o que se faz neste país, o que se faz de muito bom. Aliás, muitas pessoas têm como lema “o que é nacional é mau”. Não há grandes incentivos para investigar, não há chamarizes, não há voluntários. Como querem desenvolver um país sem investigação?
Pessoas que, à partida, demonstrariam desinteresse pelos conteúdos abordados nas escolas, poderiam encontrar em publicações e/ou programas de TV um interesse paralelo. Contudo, estes não apresentam estratégias atractivas que incentivem estas pessoas a lê-los/vê-los. Tomemos, a título de exemplo, o programa 2010 da Dois. Primeiro, está num canal que é dos menos visionados, é apresentado de uma forma excessivamente objectiva, impessoal e seca. Isto não é divulgar, é “atirar barro à parede a ver se cola”!
Há necessidade, então, de atrair pessoas à ciência, de tomar medidas que se reflictam cedo na formação da população. Há que começar nas escolas e estabelecer continuidade nas Universidades e Mass Media. O país precisa de ciência, o país necessita de uma comunidade científica e, mais que tudo, de reconhecimento dentro e fora de fronteiras!
Assim, apelamos às Universidades e investigadores deste país que tomem um papel mais activo na divulgação do seu trabalho. Pedimos que venham ter connosco e nos ajudem a divulgar a ciência portuguesa. Colaborem em palestras e outras actividades que pretendemos realizar.
Obrigado!
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